Minissérie de luxo em 3 Edições



Sinopse: Arqueiro Verde tem uma vida conturbada, embora seu maior desejo seja estar ao lado de sua amada, Canário Negro, ambos tem suas "Obrigações" por assim se dizer, e em uma destas missões que Ollie se depara com um Serial Killer que mata mulheres de forma metódica, e em seu encalço uma arqueira que ataca por vingança e sem piedade. E neste contexto ele acaba por contestar seus próprios princípios, se perguntando quais os motivos corretos para se agir com Justiça. 

Arqueiro Verde: Os Caçadores 1 de 3: PDF/CBR

Arqueiro Verde: Os Caçadores 2 de 3: PDF/CBR

Arqueiro Verde: Os Caçadores 3 de 3: PDF/CBR

Análise, pode conter SPOILERS
Oliver Queen troca a cidade de Star City que apenas existe no universo DC, pela bem real e chuvosa Seattle, cujo clima justifica o uso do capuz que, embora motivado por aspectos práticos, dá ao herói um ar misterioso e sombrio. E essa mudança de cenário, dita também uma mudança no tom da história, marcada pelo realismo, que atinge também a forma como os efeitos da violência são mostrados. Em vez de setas especiais, o Arqueiro Verde agora utiliza vulgares setas com ponta de metal, que furam a carne e matam. O lado super-heróico desapareceu, com o Lanterna Verde a brilhar pela ausência, tal como os habituais super-vilões e mesmo Dinah Lance, a Canário Negro, não usa o seu famoso grito super-sônico, apresentando-se também ela sem superpoderes.


Violenta história de vingança, com raízes na Segunda Guerra Mundial,Os Caçadores mistura traficantes de droga, yakuza e agentes dos serviços secretos, numa intriga muito bem urdida por Mike Grell, que na personagem da misteriosa Shado cria um adversário à altura do Arqueiro Verde. Uma japonesa treinada pela yakuza para vingar a morte da sua família, Shado cria uma relação ambígua, de antagonismo, mas marcada pelo respeito mútuo, com o Arqueiro Verde, de quem surge como uma espécie de reflexo distorcido. Também em termos visuais, Os Caçadores foi uma série inovadora, pois aproveitando muito bem as possibilidades que o tipo de papel de luxo permite, Grell opta por um registo gráfico pouco tradicional, em que o desenho clássico a tinta-da-china, alterna com imagens coloridas diretamente do desenho a lápis por Julia Laquement, em composições dinâmicas que muitas vezes utilizam a totalidade da página e da dupla página. 

  
O sucesso da mini-série foi tal, que motivou o lançamento de uma série mensal dedicada ao Arqueiro Verde, marcada pela mesma abordagem realista, mais próxima do policial negro, do que das histórias de super-heróis, que Mike Grell escreveu, e por vezes também desenhou, durante 80 números, entre 1988 e 1998.  



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